Campeonato do Mundo de Clubes 2009 - Eslováquia - Madunice



Nestas condições a técnica de pesca adequada é a “pesca à francesa”, com canas de encaixes de 13 metros e bóias de 3 a 20 gramas. Alguns pescadores chegaram a utilizar bóias “plat” com cerca de 30 gramas para bloquearem o isco junto ao fundo e esperar pacientemente por uma “breme” de um quilograma que seguramente dava um lugar cimeiro no respectivo sector. Porém, a maioria não conseguiu ter essa sorte.



Era possível apanhar “bremes” mais pequenas pescando com bóias entre 3 e 8 gramas acompanhando a velocidade da corrente.
As espécies predominantes no local são “bremes”, “gardons”, barbos de tamanhos consideráveis, alguns escalos e “ablettes”.

A engodagem foi feita com engodos à base de terra de rio, “fouillis”, “casters”, minhocas cortadas e “asticot” colado.

A engodagem inicial com algumas bolas grandes, bem apertadas, seguia-se a engodagem de “rapel” sempre com a “coupelle”

Para desespero dos pescadores portugueses os barbos quase não apareceram, pois não se encontram activos nesta época do ano, e o que podia ser uma arma para os nossos compatriotas (a utilização de “asticot” colado), acabou por não ter efeitos práticos. A prova foi disputada por 26 equipas de outros tantos países.

Desta vez o clube representante da pesca nacional que já tem um título mundial no seu currículo não foi além de um modesto 14º lugar na classificação geral final.

Foi sem dúvida a classificação menos conseguida por este clube pois que nas restantes cinco participações sempre lutou pelos lugares cimeiros até aos derradeiros momentos das respectivas provas e sempre se classificou nos dez primeiros lugares.

Desta feita, uma actuação menos conseguida no primeiro dia, com duas “grades” em dois sectores, retirou desde logo qualquer possibilidade de lutar por um lugar na classificação final mais de acordo com a real categoria do representante nacional.

 



Segundo nos confidenciou o capitão da equipa José Amorim, que neste caso não pode dar o seu contributo à equipa “com a cana na mão”, por se encontrar a recuperar de uma intervenção cirúrgica a que foi submetido recentemente, “é cada vez mais difícil ter êxito em provas deste tipo realizadas longe do nosso país onde as condições de pesca nada têm a ver com aquelas a que estamos habituados em Portugal.
A experiência dos pescadores em pesca de “bremes”, sobretudo com correntes fortes e com engodagens à base de terra é muito importante e a nossa equipa não dispõe de cinco pescadores com tal experiência.
A pesca predominante foi de “bremes” e de algumas “ablettes” e os nossos amigos barbos quase não apareceram.
Os 130 pescadores presentes, nos dois dias de pesca, terão pescado pouco mais de uma ou duas dúzias de barbos e sobretudo em apenas dois sectores.
Em todo o caso, a nossa prestação acabou por ser meritória face às dificuldades e às condições de pesca encontradas.
Apesar no termos entendido o modo de pescar e de termos adoptado a estratégia adequada (pelo menos em termos de engodos e de sistema de engodagem), alguns dos pescadores da equipa não conseguiram meter na manga os peixes necessários para fazer uma classificação expectável. Por um lado, por manifesto azar no sorteio dos pesqueiros, e por outro lado, por alguma inexperiência dos nossos pescadores neste tipo de pesca.
No primeiro dia ficamos desde logo arredados de disputar um lugar nos dez primeiros pois tivemos duas grades na equipa, e 44 pontos no total, sendo, dois quintos, um oitavo e dois décimo terceiros.
Já no segundo dia fizemos uma prova bastante boa, não tivemos grades, e fizemos 27 pontos no total, sendo um segundo, um terceiro, dois sétimos e um oitavo.
Acabamos em 14º lugar, com 71 pontos, entre 26 equipas, sendo mais 1,5 ponto do que a Itália (12º), que como se sabe é sempre uma equipa candidata ao título, mais 10 pontos do que a França (6º) e mais 13,5 do que a Inglaterra, esta no 3º lugar do pódium.
Ou seja, considerando a diferença pontual para o último lugar do “podium” (13,5 pontos) e considerando que no primeiro dia de competição fizemos 26 pontos em apenas dois sectores, percebe-se que com um pouco de fortuna podíamos obter mais um lugar entre os primeiros.

 



Esperamos rapidamente por outra oportunidade, se possível já no próximo ano”.

Nesta prova as classificações dentro dos sectores foram pela primeira vez divididas em dois subsectores, o que levou a diferenças mínimas entre as diversas equipas na classificação geral final.

Ganhou a Sérvia, em segundo lugar ficou a Hungria e em terceiro a Inglaterra.

Nota final do capitão da equipa portuguesa:

“Nota-se uma grande subida das equipas do Leste em provas deste tipo e nestes locais, não só porque actualmente todas elas se encontram bem apetrechadas e estão mais rotinadas neste tipo de pesca, mas também porque se dão ao luxo de engodar com “ver-de-vase”, pois têm grande facilidade em arranjar este precioso isco nos seus países a custos baixos (para nós, este “isco” é apenas utilizado no anzol pois 1 litro custa, no mínimo, 100 euros).
 

 


Para o próximo ano o Mundial de Clubes terá lugar na Polónia e, tanto quanto apuramos, será disputado num rio com correntes igualmente fortes, tendo como “bremes” os peixes mais importantes a apanhar.

Espera-se que o representante português tenha um pouco mais de sorte pois neste desporto e, especialmente em tais condições ,este factor é muito importante.”

Publicado pelas: 2009-07-20 11:13:13


Campeão Nacional de Clubes 2008

Publicado pelas: 2009-04-30 13:32:21


Ir à página: Ir à página: