CAMPEONATO DO MUNDO CLUBES 2012 – REFLEXÕES

 

Sumário

De todas as equipas presentes, a italiana e inglesa eram aquelas que se perfilavam como as mais sérias candidatas ao título pela qualidade individual dos seus pescadores,  pela sua experiência internacional e pela sua capacidade de adaptação a todos os tipos de pesca, bem acima da média.

A equipa francesa surgiu também como candidata a partir do momento que durante a semana de treinos ficou claro que os alburnes iriam ter um papel determinante na classificação. Não é novidade para ninguém que os franceses são dos melhores do mundo na captura de peixes pequenos.

Nestas circunstâncias sentiu-se que a nossa equipa corria de certo modo por fora, em termos de pódio, pois sem qualquer dúvida,  e não custa reconhecê-lo,  qualquer destas equipas era, e foi, superior à nossa.

Para além da juventude da nossa equipa e da sua menor experiência internacional, principalmente quando comparada com italianos e ingleses, a técnica de pesca que nos poderia ajudar a acalentar alguma esperança – “pesca à inglesa”,  revelou-se, durante a semana, que teria apenas um papel residual na classificação.

Por outro lado, a ausência do nosso mais experiente pescador e capitão, seja durante a semana dos treinos, seja no decorrer das provas, também acabou por ter um papel negativo, embora não decisivo em termos de escalonamento do pódio, pois as equipas que lá ficaram foram sem dúvida as melhores e por isso só há que lhes dar os parabéns.

Algum infortúnio no sorteio, pois calhou-nos em dois dias sucessivos o pesqueiro 18D (reconhecidamente mau), não justifica por si só o nosso 6º lugar. Sabemos que, caso não tivéssemos cometido alguns erros (que obviamente são discutidos internamente), podíamos e devíamos ter-nos aproximado um pouco mais dos primeiros.

Parabéns à FPPD pela excelente organização.

 

1 – Sobre as técnicas de pesca mais eficazes para a classificação final

Pelo menos até ao último ano e no que se refere a competições nacionais, a técnica de pesca que normalmente vinha saindo vencedora era a “pesca à inglesa”, principalmente pescando bem longe da margem. Esta regra só não se aplicava em pesqueiros nas extremas ou quando a ribeira apresentava alguma corrente, onde a “pesca à francesa” fazia a diferença.

Já nas competições internacionais a situação não era a mesma. Com efeito, verificou-se, por exemplo, no campeonato da Europa de Nações, no campeonato do Mundo de Juniores de 1999, brilhantemente ganho pela equipa portuguesa, e no anterior Campeonato do Mundo de Clubes, que a técnica da pesca “à francesa” também era muito importante e podia fazer a diferença, como nos casos referidos de facto fez.

A explicação para a diferença entre o comportamento dos peixes nas provas nacionais e nas provas internacionais tem a ver, essencialmente, com o facto de nestas últimas a zona de pesca ser utilizada durante toda a semana e por isso os pesqueiros serem todos engodados fortemente à distância de treze metros, o que provoca a habituação dos peixes e a sua concentração nas zonas mais engodadas. Por isso, já estávamos à espera que no Campeonato do Mundo deste ano o fenómeno se repetisse.

Mas outro fenómeno mais recente veio fazer a diferença neste Campeonato – o aparecimento em massa dos alburnes. Na verdade, se é certo que a pista do Cabeção já tem alburnes há alguns anos, só muito recentemente esta espécie passou a habitar toda a pista e a ser considerada como parte importante na pesca de competição.

Refira-se que nos campeonatos nacionais das 1ª e 2ª divisões individuais do ano passado os alburnes tiveram alguma influência nas classificações, ainda que diminuta. Mas já no campeonato nacional de clubes deste ano foram decisivos na classificação, como o comprovam os resultados da nossa equipa nas duas primeiras provas desta competição.

Portanto, para este mundial, era expetável que a técnica mais importante e decisiva na classificação final seria a “pesca à francesa”, em primeiro lugar aos alburnes e em segundo lugar às carpas, nas zonas mais favoráveis para esta espécie. Já a “pesca à inglesa revelou-se pouco ou quase nada produtiva.

 

2 – As equipas do pódio

Em qualquer campeonato do mundo, independentemente do tipo de pesca e/ou do local onde se realize, as equipas inglesa e italiana são sempre as mais sérias candidatas aos lugares do pódio, seja pela excelência dos seus pescadores tanto ao nível técnico como da sua larga experiência internacional, seja ainda pela grande organização destas equipas.

No caso da técnica predominante ser a “pesca à francesa”, há ainda um lote de equipas que igualmente pode discutir lugares no pódio com são os casos da França, da Bélgica, da Alemanha, de S. Marinho (escola italiana da pesca), etc.

Como é sabido, quer os franceses quer os belgas não se dão muito bem com a técnica da “pesca à inglesa”, mas são mestres na técnica da “pesca à francesa” e muito particularmente os franceses quando se trata de captura de peixes pequenos.

O desenrolar da semana de treinos mostrou-nos que a pesca dos alburnes seria determinante até porque nos setores C, D e E (situados entre a ponte e o ribeiro afluente da margem esquerda) os peixes grandes eram escassos. E foi de facto o que sucedeu. A pesca dos alburnes foi  determinante pois foi a que veio a decidir os primeiros lugares do pódio, não sendo de espantar a ordem da classificação.

 

3 – A nossa equipa

A nossa equipa tinha algumas hipóteses de discutir com as três equipas referidas um lugar no podio, mas para isso era importante que tudo nos corresse à feição, não só no sorteio dos pesqueiros mas também na captura de peixes grandes quando a nossa opção fosse nesse sentido.

Por isso, a nossa tática para esta competição passava por apanhar o máximo de peixes pequenos numa primeira fase de cada prova, passando depois a arriscar na pesca do peixe grande, seja “à inglesa”, seja “à francesa”.

Tínhamos perfeita consciência de que quer os italianos, quer os franceses, quer ainda os ingleses eram superiores na pesca dos alburnes e por isso, só fazendo qualquer coisa diferente poderia ser alterada essa tendência. 

Infelizmente para os nossos anseios, não conseguimos apanhar peixes grandes em alguns setores, apesar de aqui ou ali termos logrado picar um ou outro que se veio a desferrar. Por outro lado, também não fomos muito felizes no sorteio dos pesqueiros nem isentos de alguns erros ou equívocos da nossa responsabilidade.

Cremos que com um pouco de sorte e de eficácia podíamos obter uma classificação um pouco melhor, mas os três lugares do pódio não sofrem qualquer contestação. A pesca foi extremamente regular e competitiva e as equipas do pódio foram sem dúvida as melhores, merecendo por isso os nossos sinceros parabéns.

 

4 – O futuro da pesca em Cabeção

Parece incontornável que o futuro da pesca no Cabeção passa pela pesca dos alburnes, pelo menos nas épocas em que esta espécie se encontra ativa. Já assim foi no passado campeonato nacional de clubes e será com toda a certeza no futuro.

Os pescadores portugueses terão assim possibilidade de apurar melhor a técnica da “pesca à francesa” que já começava a andar arredada das nossas competições. Parece-nos que todos temos a ganhar com isso.

 

5 – Organização

Como é seu timbre, a F.P.P.D. esteve mais uma vez à altura do evento, oferecendo às 20 equipas presentes uma organização irrepreensível que lhe valeu os mais rasgados elogios das comitivas presentes.

A Câmara Municipal de Mora e as gentes de Cabeção estiveram também à altura do evento e merecem que rapidamente ali seja disputada outra competição de nível internacional.

Publicado pelas: 2012-06-13 15:39:46


Provas no Cabeção 2012

 

Este ano, entre os dias 28 de Maio e 3 de Junho, realiza-se o Campeonato do Mundo de Clubes na Ribeira de Raia, em Cabeção, concelho de Mora.

Mercê do brilhante título nacional conquistado no ano passado, o nosso clube será o representante português neste mundial, tendo sido criadas grandes expetativas sobre a nossa prestação, que beneficiará do fator casa, sempre muito importante neste tipo de competições.

A preparação da equipa começou no fim de semana de 20 a 22 de Abril e daí para cá têm sido aproveitados praticamente todos os fins de semana, seja através da participação em campeonatos nacionais, seja noutro tipo de provas.

A FPPD teve a feliz ideia de marcar para aquela zona de pesca as primeiras provas dos campeonatos nacionais mais representativos e ainda a Prova “Masters Sensas”. Por outro lado, o S. L. Benfica organizou também uma prova que contou com quase duas centenas de participantes.

Neste quadro de grandes competições realizadas na pista de Cabeção, aproveitamos para rodar os diversos elementos da equipa, seja participando diretamente nas provas, seja acompanhando outros elementos da equipa nos respetivos campeonatos individuais.

Neste momento o balanço é bastante positivo, donde destacamos os resultados positivos obtidos pelos nossos pescadores no Campeonato Nacional da 1ª Divisão, onde militam José Amorim, Telmo Barbosa, Rui Coimbra e Paulo Pereira e ainda pelos pescadores da 2ª Divisão Nacional André Amorim, Manuel Lima, Domingos Gomes, Henrique Ângelo, e Luis Coelho.

Destaque ainda para o comportamento das duas equipas do clube inscritas na Prova “Masters Sensas” onde ocuparam os dois primeiros lugares da classificação por equipas.

Mas o destaque principal vai para a equipa escolhida para defender as cores do Clube no Campeonato do Mundo, pois no passado fim-de-semana arrancou para o Campeonato Nacional deste ano com o mesmo vigor com que terminou o anterior, isolando-se desde já no comando da classificação.

A equipa para o mundial é formada pelos pescadores André Amorim, Manuel Lima, Telmo Barbosa, Domingos Gomes, Henrique Ângelo e orientada no terreno pelo Sub Capitão Alexandre Santa Rita, coadjuvado por Paulo Pereira, face a ausência forçada do Capitão José Amorim, por motivo de doença.

As expetativas são elevadas, mas a equipa está bem ciente das dificuldades que a esperam, não só por via da elevada craveira técnica de algumas das equipas presentes no mundial, mas também pelas surpresas em que a pista do Cabeção é fértil.

 

Texto: José Amorim

Publicado pelas: 2012-05-25 14:27:44


Jornada de pesca ao Achigã com o Team Gamakatsu/ Spro

 

Após vários meses de espera, é chegado então o primeiro dia de pesca após o defeso. Um dia muito esperado pois o “vício” já era muito, por ir pescar novamente e porque havia muitas estreias para fazer.

No tempo do defeso é tempo para refletir, preparar o material e pensar como preparar futuras jornadas de pesca. Este ano não foi exceção, carretos, fios, amostras e até um outro barco para estrear.

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Às 5 da manhã do dia 17 de Maio toca o despertador, eis que começa a preparação da nossa jornada de pesca. Rumamos caminho ao Alqueva cheios de vontade de pescar alguns exemplares de bom porte, pois o novo material que tínhamos para testar prometia.

O dia começou da pior maneira, chegados à Amieira Marina bem cedo, pelas 6:15h o portão de acesso à rampa para podermos colocar o barco na água estava fechado, decidimos colocar o barco ali perto, numa estrada de terra. Logo de seguida e ainda com o barco em terra,  outro azar, um furo no atrelado do barco. Vamos trocar a roda, mas  a chave de rodas do carro não  dá no atrelado. Decidimos então colocar o barco na água e resolver o problema do furo depois da pesca.

Fomos então para alguns spots, que em anos anteriores costumavam sair bons exemplares, mas já passadas duas horas de pesca e nada. O dia estava estranho a temperatura tinha baixado  e o sol estava encoberto, o vento soprava fraco, enfim as condições de pesca até eram favoráveis.

Com a mudança de zona de pesca e com o sol um pouco mais descoberto, por volta das 10:00h saiu então o primeiro exemplar. Um belo peixe, capturado com uma SPRO  IKIRU SHAD 70 SL, amostra que nos surpreendeu pelo fato de ter um trabalhar espetacular, cores naturais,   atingindo uma profundidade de entre 1m e 1,5m e com uma excelente qualidade de construção.

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Durante o resto do dia as capturas foram-se sucedendo, basemos a nossa pesca em amostras que trabalhassem essencialmente na primeira camada de água pois os peixes não estavam fundos, os peixes encontravam-se no fundo dos braços e bem perto da margem. Pescamos praticamente durante todo o dia com os Jerkbaits da SPRO, todos os modelos,  pois estávamos com muita fé nestas amostras.

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SPRO IKIRU Jerk 65

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SPRO IKIRU SHAD 70

 

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SPRO IKIRU JERK 95

 

Estreámos também neste dia alguns carretos AMORIM VICTORIA 2000F, concebidos especialmente para as pescas Inglesa e Bolonhesa mas que são excelente para a pesca do achigã, especialmente para utilização com técnicas ligeiras, como Texas ligeiro, Poppers e Jekbaits. Para mais informações sobre este carreto consultar o catálogo Amorim 2011/2012, aqui mesmo no site.

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Capturamos ainda alguns exemplares com senkos 4” e com uma das melhores e mais produtivas poppers com que já alguma vez pescamos, a Illex HL Agressiv Bass.

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Este ano e pela primeira vez decidi utilizar um fio mais fino para técnicas ligeiras, por isso  optei por utilizar o Fuorcarbono da Maxima de 8 Lbs ( 0,24 mm). O qual depois de capturados alguns exemplares de bom porte, mesmo sendo utilizado para pescar em sítios com muita lenha, este não deu sinal de fraqueza, muito pelo contrário, quando por vezes a amostra encalhava em algum obstáculo, era muito difícil partir o fio.

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Enfim o dia começou mal, mas afinal foi uma jornada de pesca com muitos bons momentos, os quais deixamos aqui algumas imagens.

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Todo o material que tivemos oportunidade de testar, revelou-se de altíssima qualidade e com resultados muito positivos, pois afinal não queremos amostras apenas para enfeitar as caixas, e estas garantidamente que são produtivas.

Boas Pescas e grandes exemplares a todos.

Texto e Fotos:

Team Gamakatsu/Spro -  Alexandre Nunes e Jorge Gonçalves.

Publicado pelas: 2012-05-21 19:28:30


Campeões de Clubes 2011


 

O Clube de Pesca de Competição Amorim e Dias alcançou este fim-de-semana a 7ª vitória da sua história no Campeonato Nacional de Clubes da 1ª divisão – Rio e vai estar presente no Campeonato do Mundo de Clubes a decorrer em Portugal (Cabeção) no próximo ano.
De realçar que entre a equipa reinou sempre um grande espírito vencedor e o objectivo claro de lutar pela conquista deste título.
Uma postura positiva, aliada a um plano de treinos e uma estratégia eficiente, foi a base desta vitória.
O resultado obtido foi o culminar de um ano de sucessos em que toda a equipa se esforçou em prol de um objectivo comum. Actualmente o C.P.C.A.D. é a equipa que reúne o maior número de títulos nacionais conquistados.
Relembrando o decurso das diversas provas, o C.P.C. Amorim e Dias alcançou o 2º lugar, com 57,5 pontos, ao fim das duas primeiras realizadas em Cavez, com uma desvantagem de 11 pontos em relação ao líder C.D.R. Passal.
Nas provas de Monte Real a prestação do C.P.C.A.D. foi brilhante, principalmente na 1ª prova onde conseguiu a invejável marca de 10 pontos, ascendendo ao 1º lugar isolado. Após estas duas provas manteve a liderança, lgo seguido pelo C.D.R. do Passal e pelo Clube Vega a 7 e a 7,5 pontos, respectivamente.
A diferença pontual entre as três primeiras equipas fazia prever uma luta emotiva e renhida nas provas a realizar em Cabeção, precisamente no local para onde está marcado o próximo Campeonato do Mundo de Clubes, e foi o que veio a acontecer.
A penúltima prova mostrou um C.D.R. do Passal a dizer que estava ali para lutar pelo primeiro lugar, conseguindo diminuir a desvantagem em relação ao líder para 5 pontos, e o Eborense a mostrar também a sua real categoria intrometendo-se na luta que até ali parecia estar apenas talhada para os três da frente. Por seu turno, o Clube Vega perdeu algum terreno para os dois da frente, ficando a 10 pontos da liderança e ainda assim em boas condições para disputar o título até ao último suspiro.
A última prova mostrou três equipas de grande nível a lutar pelo almejado título, o que ainda mais dignificou a brilhante vitória do C.P.C.A.D.
Ficou a sensação de que, se o campeonato tivesse ainda mais provas, seria difícil prognosticar o vencedor final.
Aos nossos adversários mais directos na luta pelo título resta dar os parabéns pois foram uns dignos vencidos, mas perdoem-nos, porque este ano somos nós os CAMPEÕES!
Os nossos parabéns são também extensivos a todas as equipas que disputaram este campeonato pois demonstraram boa atitude competitiva. Sem dúvida que a pesca de competição ficou a ganhar.
Uma palavra de agradecimento muito especial para o S. L. Benfica, equipa patrocinada pela n/ empresa que esteve a um nível competitivo alto e que muito apoiou o C.P.C.A.D., na parte logística, e não só.

 Viva a pesca!

 (Nota: para ver mais fotografias sobre o Campeonato Nacional de Clubes 2011 aceda à nossa página de Facebook).

Publicado pelas: 2011-10-20 07:56:00


António Nunes sagrou-se campeão Nacional de Pesca Rio Campeonato Nacional de Juniores – 2011

O campeonato nacional de pesca de Rio - Juniores 2011 contou com a presença de trinta atletas dos vários clubes de pesca nacionais e foi disputado em 6 provas que se realizaram no Rio Liz – Pista Monte Real ( 23 e 24 de Julho ) , Ribeira do Raia – Pista Cabeção (6 e 7 de Agosto) e Rio Tâmega – Pista de Chaves ( 17 e 18 de Setembro).

O Alvitense António Nunes, atleta do CAP do Baixo Alentejo patrocinado pela Amorim Dias sagrou-se campeão nacional de pesca – Juniores – Rio. As últimas provas do campeonato foram disputadas nos dias 17 e 18 de Setembro no Rio Tâmega em Chaves tendo o atleta do CAP alcançado um 1ª e um 2º lugar dando-lhe assim a vitória no campeonato com 15 pontos. De referir que a jovem promessa da pesca nacional já havia sido Campeão do Mundo de Juvenis em 2009.

No mesmo campeonato competiu outro atleta do CAP, Luís Fernandes que conseguiu alcançar o 4º lugar com 22 pontos e garantiu também a presença na seleção nacional.

Fruto da excelente classificação alcançada pelos atletas do CAP vão os mesmos integrar a seleção Nacional de Juniores e representarão Portugal no campeonato do Mundo que se realiza em 2012 na Eslovénia.

Publicado pelas: 2011-09-26 22:53:10


CAMPEONATO NACIONAL DE CLUBES 3ª e 4ª PROVAS

Realizou-se no passado fim-de-semana 16 e 17 de Julho na pista de Monte Real a 2ª e 3ª prova do Campeonato Nacional de Clubes da 1ª divisão – RIO.

O C.P.C. Amorim e Dias entrou para estas provas na 2ª posição com 57.5 pontos atrás do líder C.D.R. Passal com 46.5 pontos, mas com a brilhante prova de Sábado, onde apenas somou 10 pontos, passou a liderar o Campeonato Nacional. A equipa foi constituída por André Amorim (1º lugar), Manuel Lima (1º lugar), Telmo Monteiro (2º lugar), José Amorim (1º lugar) e Henrique Ângelo (5º lugar). A supremacia da equipa foi evidente que demonstrou estar completamente identificada com as actuais técnicas praticadas naquela excelente pista de pesca, provam os mais de 43kg de peixe capturado em 5 sectores. De referir ainda que José Amorim venceu o sector D com 13kg e bateu o “record” da pista no ano de 2011.

 

Na prova de Domingo o forte vento e a entrada de peixe maior nos pesqueiros obrigou a equipa a alterar a táctica usada no Sábado e a adaptação da equipa não foi a melhor mas a prova acabou por ser positiva. Com as classificações de André Amorim (3º lugar), Manuel Lima (10º lugar), Telmo Monteiro (7º lugar), José Amorim (1º lugar) e Henrique Ângelo (7º lugar), a equipa somou 28 pontos e manteve a liderança, agora com 95,5 pontos.

 

A equipa do C.D.R. Passal ocupa a 2ª posição com 102,5 pontos e o TEAM VEGA ocupa a 3ª posição com 103 pontos.

 

Em relação a esta prova de Monte Real temos de referir ainda dois pontos importantes: o primeiro é a qualidade da pista e das técnicas que se podem pôr em prática; só quem pratica pesca de competição a sério, sem recorrer a técnicas “extra regulamentos”, consegue obter bons resultados. Para provar isso basta recorrer à classificação e analisar quem foram as equipas que melhores resultados obtiveram.

O segundo ponto foi o vento muito forte do Domingo; Este vento forte causou muitos estragos, principalmente muitas canas partidas que não aguentaram nem com o vento nem com a força dos peixes e mais uma vez a cana AMORIM VICTORIA XL 1 revelou-se uma verdadeira “arma de ferro” e começa já a ser considerada por muitos uma das melhores e mais fortes canas de 13 metros do Mundo!

 

A próxima prova vai realizar-se em Cabeção nos dias 15 e 16 de Outubro e a equipa Amorim e Dias está já a programar o plano de treinos para esta prova. Entre a equipa reina um grande espírito vencedor e o objectivo claro de lutar pela conquista do Campeonato Nacional.

Publicado pelas: 2011-07-21 09:13:37


2ª Prova TTGL - Monsaraz

Decorreu no passado dia 21 de Maio a segunda prova do TTGL 2011 em Monsaraz.

O tempo: O bom tempo fez-se notar, com temperatura do ar a rondar os 30 graus, e 25 graus na agua; acelerando a actividade dos peixes o que proporcionou muitas capturas no conjunto dos 2 dias.
A organização: A 2ª prova foi apoiada pela casa CEBOLA e pela Junta de Monsaraz e tal como na 1ª prova em conjunto com XEKOMPANIES foi feita a cobertura da prova nos 2 dias, levando mais uma vez que as equipas, patrocinadores e autarquias tenham uma visibilidade nunca tida neste tipo de desporto; levando o torneio para um nível nunca feito em território nacional e quiçá da Europa; fazendo deste torneio o Maior e melhor feito em Portugal. Mais uma vez estão todos de Parabéns.



A Prova: Desta vez a prova decorreu no centro náutico de Monsaraz em relação ao nr de equipas este aumentou em relação a 1ª prova mostrando que este é um torneio de referencia a nível nacional mais uma vez com um grande espírito de amizade e competitividade.

No 1º dia de prova: As equipas arrancaram em busca dos 5 peixes, coisa que apenas 4 equipas não o conseguiram o fazer, a dupla líder do torneio Pedro Alves/ Francisco Barbara mostrou que quer vencer o torneio conseguindo o 1 Lugar no sábado com 4,4840Kg, logo de seguida pela dupla Alexandre Nunes/Jorge Gonçalves 4.025kg que teve o infortúnio de lhe morrerem peixes de grande porte já no viveiro, a encerrar o pódio a dupla João Neves/Nuno Varges com 3.310Kg.
 


 

No 2º dia tudo podia acontecer devido ao competitivo regulamento do TTGL 2011 as equipas que seguiam atrás do 1 lugar, queriam ganhar e todas arrancaram com muita força e espírito de vitoria, a dupla João Neves/Nuno Varges venceu a manga com 5.450kg totalizando 4 pontos, logo de seguida Alexandre Nunes/Jorge Gonçalves 4.925Kg somando 4 pontos também e em 3 Pedro Alves/Francisco Barbara 4.205Kg somando também 4 pontos no total dos 2 dias, levando que as 3 primeiras equipas tivessem empatadas com 4 pontos.

Após se aplicarem os critérios de desempate, a vitoria final calhou a João Neves/Nuno Varges em 2 Pedro Alves/Francisco Barbara e a fechar o pódio Alexandre Nunes/Jorge Gonçalves.


 

O Torneio: Em primeiro segue a dupla Pedro Alves/Francisco Barbara ate agora com o torneio perfeito com 2 pontos, logo atrás Paulo Vales/Miguel Pedras com 6 pontos e em 3 Bruno Silva/Luís Piçarra com 8 pontos.

A Equipa Gamakatsu/Spro com este bom resultado subiu À quinta posição do torneio somando 13 pontos.

Em Setembro será a ultima prova e decisiva do torneio tudo esta em aberto e qualquer das equipas inscritas no mesmo já mostrou que tem condições para vencer o mesmo, ate há ultima pesagem tudo pode mudar, portanto prevê-se muita luta e competitividade.



Fonte: Flashreport - http://www.cepa-evora.blogspot.com/
 

Publicado pelas: 2011-06-07 21:31:48


Campeonato Nacional de Clubes

 


A próxima prova vai realizar-se na bonita pista de Monte Real já nos dias 16 e 17 de Julho e a equipa Amorim e Dias está já a programar o plano de treinos para esta prova. Entre a equipa reina um grande espírito vencedor e o objectivo claro de lutar pela conquista do Campeonato Nacional.

Publicado pelas: 2011-05-25 19:29:29


Forte Presença na Pesca Embarcada ao Achigã

 


Este crescimento do número de equipas é fruto de um trabalho iniciado já há alguns anos, seleccionando os melhores materiais para este tipo de pesca. O grupo de empresas Amorim & Dias é o importador para Portugal de algumas das melhores marcas de artigos de pesca de competição, sendo que já conta também com marcas de 1ª qualidade na Pesca do Achigã. Desde Canas, Carretos, linhas, anzóis, amostras e os mais variados acessórios, podemos encontrar nas marcas por si importado todo o material necessário para ser um campeão.

Este ano contamos com pescadores já com provas dadas na modalidade, estando representados no campeonato do mundo, campeonato nacional, Torneio Terras do Grande Lago ( CEPA ) e Clássico Achigã APPA.


Publicado pelas: 2011-03-03 20:46:02


Clássico Achigã 2009

 

 

 

João Pardal e Mário Encarnado - Pesagem 1ª Manga

Galeria de Fotos  Classificação Geral

 

 

O fim-de-semana não poderia estar melhor, no Sábado o dia apresentou-se bastante nublado com uma descida de temperatura e algum vento, condições ideais para pescar no Alqueva com técnicas mais rápidas. No Domingo a temperatura subiu e apenas durante amanhã se registou alguma nebulosidade.
Alqueva começa a fraquejar no que diz respeito a capturas, no primeiro dia registaram-se 24 grades e no 2º dia 37 grades o que revela a dificuldade dos pescadores em efectuar capturas. Foram capturados alguns exemplares de bom peso com o maior exemplar da prova a ser capturado pelo Fernando Silva do TEAM STARBASS com 2,945kg. Os peixes pequenos parecem ter desaparecido, e os grandes exemplares parecem começar a revelar alguma actividade.
Tenho dúvidas em afirmar qual terá sido a técnicas mais utilizada no entanto penso que a maior parte das capturas foram efectuadas com spinnerbaits e crankbaits, pescas rápidas e de reacção. As equipas espanholas não sendo tão conhecedoras do Alqueva optaram por bater margens aumentando assim a probabilidade de efectuar alguma captura e detectar peixes concentrados, técnica que acabaria por se revelar bastante produtiva uma vez que as equipas espanholas conseguiram colocar sete equipas nos primeiros lugares, ao invés das equipas portuguesas mais conhecedoras da barragem que pescaram em zonas mais localizadas que aparentemente tinham menos peixe.


O Clássico acabou por ser vencido pela dupla Elmo Garcia /Eliseu Garcia que apresentaram á pesagem 5 exemplares com 9,515kg. De registar que no 2º dia esta dupla não conseguiu efectuar qualquer captura. Em conversa com o Elmo este afirmou ter capturado os peixes no 1º dia á Texas.
Os profissionais americanos também acabaram por decepcionar, pois apenas conseguiram duas capturas no 1º dia e gradaram no segundo. Em conversa com EDWIN ERWINS este revelou ter pescado sobretudo á superfície, acabando por perder três peixes de kg no 1º dia. Não se conseguiram adaptar á pesca no Alqueva apesar de bastante motivados para levar uma vitória para os Estados Unidos.


Durante os três dias tive oportunidade de conversar várias vezes com estes profissionais, bastante simpáticos e acessíveis para tirar fotos e conversar um pouco com todos os presentes. Notei que ficaram um pouco perdidos e confusos com a imensidão do Alqueva e quais as técnicas mais produtivas nesta barragem. Esperava que melhorassem no 2º dia após leitura da pesca do 1º dia o que não veio a acontecer. Edwin Erwins confidenciou que esperava que a barragem tivesse mais peixe e permitisse mais capturas ainda que pequenas, partindo no entanto para os Estados Unidos com uma boa imagem dos Portugueses e do bom nível dos nossos pescadores. Mostrou-se também bastante surpreendido com o peso dos vencedores no 1º dia e não compreende como gradaram no 2º dia uma vez que haviam efectuado várias capturas no 1º dia.
Em relação á organização, parece-me não haver nada a apontar, a pesagem foi bastante rápida, com disponibilização dos resultados no site da APPA e no local em real time. Notou-se alguma confusão durante a colocação dos barcos na água no 1º e 2º dia mas que em nada prejudicaram os pescadores. Os horários foram cumpridos na integra, a sessão de abertura e de encerramento também decorreram bastante bem. Os organizadores e patrocinadores estão de parabéns pela excelente organização.
A NOSSA PROVA
Confesso que hoje estou com pouca vontade para escrever pois ainda estou a recuperar de um fim-de-semana com 16 horas de pesca, dois dias a acordar ás 5 da manhã e com todo o stress a que estas provas nos submetem.

Depois de ter realizado a 3ª prova do Torneio Terras do Grande Lago 15 dias antes do Clássico com o João Pardal onde conseguimos um 4º lugar, confesso que estava optimista para este clássico. Por várias condicionantes optamos por não treinar para este clássico e confiar no nosso conhecimento da barragem e experiência. O Alexandre mais uma vez por motivos pessoais não pode integrar o TEAM TICA.


No 1º dia, saímos no voo 7 cerca das 7h15 e sem demoras recorrendo ao GPS localizamos uma ilha submerssa que nos tem dado bastantes alegrias. A manhã estava escura e tivemos alguma dificuldade em localizar a ilha e pescar devido á forte ondulação, não pescamos muitos neste local e sem mudar de zona após 1h30 de prova conseguimos a 1ª captura acima do kg com um crankbait. O 1º peixe deu-nos uma grande alegria e motivou-nos bastante, não tadou muito e o Pardal faz a segunda captura com um spinnerbait, desta feita um belo lafargas com 2,115kg.
Com confiança redobrada decidimos voltar á ilha submersa onde havíamos iniciado a prova e o Pardal faz a terceira captura á texas com um lagostin. Com bastante tempo ainda para efectuar o limite procuramos sempre pesqueiros com ervas pois as três capturas que havíamos conseguido tinham sido efectuadas nestas zonas. Pesqueiro após pesqueiro, sem nos distanciarmos muito do ponto de partida o tempo foi-se esgotando sem conseguirmos mais capturas. No 1º dia pesamos 3,740 kg ocupando a 6ª posição. Apesar de optimistas e contentes com a nossa prestação não estávamos muito para o 2º dia pois a pesca no 1º dia não tinha sido consistente uma vez que só tínhamos tido três peixes.
No 2º dia partimos ás 7h55 e poisamos novamente nos mesmos locais, os mesmos tipos de técnicas mas sem qualquer sucesso. Decidimos então mudar radicalmente de zona e procurara outros pesqueiros que havíamos deixado para este dia. Um dos pesqueiros que havíamos seleccionado tinha quatro pescadores numa ilha que ali tinham prado o barco. Apesar disto não esmorecemos e pescamos acabando mesmo por ter neste local um ataque de um peixe seguramente acima dos dois kg que falhou a amostra ( crankbait).

ILEX - TICA - GAMAKATSU patrocinadores oficiasi do Clássico Achgã

A primeira e única captura (690 g) do dia foi realizada a duas horas do fim da prova pelo Pardal á Texas com um grub. Reforçamo-nos bastante mas sem sucesso, descemos 11 lugares em relação ao 1º dia conseguindo assim o 17º lugar que nos honra bastante devido á dificuldade da prova. Sem dúvida um resultado bastante positivo que sabe no entanto a pouco devido á fraca prestação do 2º dia. Foram dois dias de pesca espectaculares com esse GRANDE PESCADOR, JOÃO PARDAL, um senhor da pesca que muito me ensinou e nunca desistiu para conseguir um bom resultado.

Este clássico fica na memória, correu tudo bem que o mais importante. Fica um agradecimento especial aos nossos patrocinadores, especialmente ao Eng. André Amorim representante da TICA em Portugal pelo apoio e confiança que em nós colocaram. Um abraço para o amigo António Nunes da empresa AUTOCARAVELA que nos cedeu O Jeep e a embarcação para realizarmos esta prova.


Texto: Mário Encarnado
Fotos: Mário Encarnado / André Amorim
 

Publicado pelas: 2009-10-11 21:00:56


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